Um incidente preocupante ocorreu em Peruíbe, no litoral paulista, durante um ato do Partido dos Trabalhadores (PT) na manhã deste domingo (18). Três mulheres foram agredidas em meio a uma manifestação em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A Guarda Civil Municipal (GCM) prendeu uma mulher de 53 anos, suspeita de realizar as agressões e de ameaçar uma quarta manifestante.
O evento, que começou por volta das 9h na Avenida 24 de Dezembro, atraiu apoiadores do presidente. Contudo, a situação se tornou tensa quando um grupo contrário à reeleição se posicionou a cerca de 50 metros do ato, fazendo provocações aos manifestantes. Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP), foi nesse clima de hostilidade que a mulher, ainda não identificada, partiu para agredir três participantes do ato pacífico.
As vítimas, que relataram a ocorrência à polícia, afirmaram que a agressora se exaltou e partiu para cima delas, mesmo quando uma delas estava segurando um bebê. A quarta mulher, além de ser agredida, recebeu ameaças diretas, interpretadas como uma tentativa de intimidação. A frase “Você vai me pagar”, direcionada a ela, acendeu alarmes sobre a gravidade da situação.
A GCM foi acionada e conseguiu identificar a suspeita, que agora enfrenta acusações de lesão corporal e ameaça na Delegacia de Peruíbe. As vítimas foram orientadas sobre seus direitos e a possibilidade de representação criminal. A SSP-SP está em andamento com as investigações, incluindo a realização de exames no Instituto Médico Legal (IML).
Em resposta ao ocorrido, o diretório do PT em Peruíbe manifestou seu repúdio às agressões. Em nota, o partido destacou que “nenhuma divergência ideológica ou partidária justifica agressões físicas” e reafirmou o compromisso de defender o direito à manifestação livre de violência. “Peruíbe merece respeito! Violência política não é divergência. É uma agressão à democracia!”, concluiu a nota.
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