Após um longo período de espera, o icônico navio Professor W. Besnard foi finalmente retirado do Porto de Santos, em São Paulo, nesta sexta-feira (23). A embarcação, que fez história ao levar as primeiras equipes brasileiras para a Antártica, estava parcialmente submersa no cais do Valongo desde março, quando um incidente com a entrada de água da chuva a fez adernar.
A operação de remoção foi realizada pela Autoridade Portuária de Santos (APS) em parceria com a empresa Marfort Serviços Marítimos. Com a participação de cerca de 80 profissionais e quatro rebocadores, o trabalho foi concluído em aproximadamente uma hora. O navio, que estava fora de operação desde 2008 e passava por reformas, será levado a um estaleiro em Guarujá, onde passará por uma avaliação técnica para determinar suas condições de recuperação.
O incidente que levou o Besnard a adernar foi um duro golpe para a APS, que já havia firmado um contrato emergencial de R$ 8,6 milhões com a Marfort para sua retirada. Embora a expectativa inicial fosse que a remoção ocorresse em maio, o prazo foi estendido até setembro, culminando na ação de hoje.
Agora, no estaleiro, uma perícia avaliará se a embarcação poderá ser recuperada para navegar novamente. O presidente da APS, Anderson Pomini, comentou sobre a importância desse laudo: “O perito vai dizer se esse casco dá para recuperar. Se a recuperação é só para que ele fique flutuando, ou se ele poderá voltar a navegar”.
Com 49,3 metros de comprimento e lançado ao mar em 1966, o Professor W. Besnard teve uma trajetória marcante, realizando mais de 260 viagens voltadas para a formação de pesquisadores e estudos científicos ao longo da costa brasileira e além. O navio foi fundamental para a ciência no Brasil, especialmente nas expedições à Antártica. Apesar dos desafios enfrentados nos últimos anos, a esperança é que o Besnard possa ter uma nova vida nas águas, reconectando-se com sua rica história de contribuições à pesquisa e à educação.



