terça-feira, 27/10/2026

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Diário de Santos

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Unifesp interrompe aulas em homenagem a Marcelo de Oliveira, engenheiro vítima de agressão após manifestação pró-Lula

A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) suspendeu as atividades do Campus Baixada Santista nesta terça-feira (27) em memória do engenheiro Marcelo de Oliveira Rocha, que faleceu após ser brutalmente agredido em um ato…

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A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) suspendeu as atividades do Campus Baixada Santista nesta terça-feira (27) em memória do engenheiro Marcelo de Oliveira Rocha, que faleceu após ser brutalmente agredido em um ato político em Santos. A decisão da instituição foi tomada em respeito à família e à comunidade acadêmica, em um momento que todos lamentam a perda de um membro tão querido.

Marcelo, de 30 anos, era mestrando em Ecologia Marinha e estava envolvido em várias atividades da universidade, incluindo a bateria da instituição. Durante a madrugada do último sábado (24), ele participou de uma apresentação da Banda Esquerdantina em apoio à reeleição do presidente Lula. Após se ausentar momentaneamente para ir ao banheiro, foi atacado por um grupo de pelo menos sete homens, que transmitiram a agressão ao vivo.

A situação se agravou rapidamente, e, após ser encontrado desacordado, Marcelo foi levado à Santa Casa de Santos, onde a família recebeu a triste notícia de que ele havia tido morte cerebral no dia seguinte. A Unifesp, em nota, expressou sua indignação e exigiu uma investigação rigorosa para responsabilizar os envolvidos, ressaltando a necessidade de um ambiente seguro e respeitoso para todos os seus alunos.

As manifestações de apoio à família de Marcelo foram intensas nas redes sociais. A Bateria Repicapau, da qual ele fazia parte, e a Torcida Organizada Baixada de Gaza, lamentaram sua morte e relembraram as contribuições e a alegria que ele trouxe para a comunidade universitária. O sentimento é de que essa perda não deve ser em vão e que todos devem se unir em busca de justiça.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) está à frente da investigação, buscando identificar os autores do crime através de imagens e testemunhos. As circunstâncias da agressão ainda estão sendo apuradas e a polícia trabalha para esclarecer todos os detalhes desse ato de violência que chocou a região.

O caso de Marcelo também levantou discussões sobre a intolerância política e a homofobia, com diversos grupos, incluindo a Esquerdantina, se manifestando contra tais práticas. A luta por justiça e por um ambiente mais seguro para todos continua, e a mensagem é clara: não podemos permitir que a violência se torne uma norma em nossa sociedade.