quinta-feira, 29/10/2026

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Diário de Santos

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Investigação aponta que morte de engenheiro após ato em apoio a Lula não teve motivação política

A tragédia envolvendo o engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, chocou a comunidade de Santos neste último fim de semana. Ele foi agredido e morto após se afastar de um ato…

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A tragédia envolvendo o engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, chocou a comunidade de Santos neste último fim de semana. Ele foi agredido e morto após se afastar de um ato em apoio à reeleição do presidente Lula, em uma madrugada marcada por violência e delinquência. A Polícia Civil já descartou qualquer motivação política ou homofóbica para o crime, que teve como foco o roubo.

Marcelo estava curtindo a apresentação da Banda Esquerdantina, mas decidiu se afastar do evento para ir ao banheiro. Infelizmente, ao sair, acabou sendo abordado por um grupo que gravava suas ações e transmitiu ao vivo o ataque nas redes sociais. O delegado Rubens Eduardo Barazal Teixeira revelou em coletiva de imprensa que os suspeitos estão envolvidos em uma série de furtos naquela noite, incluindo pelo menos cinco incidentes semelhantes.

O grupo que atacou Marcelo era composto por adolescentes e adultos com antecedentes de crimes como roubo e furto. Agora, eles devem responder por latrocínio, que é o roubo seguido de morte. O caso gerou revolta na cidade, levando a Polícia Civil a solicitar que outras possíveis vítimas da mesma madrugada procurem as delegacias para formalizar suas denúncias.

Além disso, a situação só se agravou quando, durante a investigação, mais um adolescente foi apreendido. Até agora, oito pessoas foram identificadas, sendo seis delas adolescentes. Um dos adultos, que seria o responsável pela transmissão ao vivo das agressões, teve sua prisão temporária decretada. A polícia segue na busca dos demais envolvidos, com mandados de internação e prisão já expedidos.

Testemunhas relataram que amigos de Marcelo notaram sua ausência e começaram a procurá-lo, encontrando-o desacordado em uma esquina. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas ao chegar, Marcelo já havia sido levado para a Santa Casa de Santos, onde não resistiu aos ferimentos. A dor da perda é sentida profundamente por sua família, que já autorizou a doação de órgãos, um desejo expresso por Marcelo. Este triste incidente não apenas destaca a violência nas ruas, mas também deixa uma marca indelével na comunidade local.