Uma trágica perda abalou a comunidade de Santos neste sábado (31), quando amigos e familiares se reuniram para homenagear Marcelo de Oliveira Rocha, um jovem engenheiro que foi brutalmente agredido e roubado após se afastar de um ato político em apoio ao presidente Lula. O evento, que contou com cartazes e faixas pedindo justiça, teve como principal objetivo manter vivo o clamor por respostas sobre a morte de Marcelo, ocorrida dias após o ataque.
Marcelo, que recentemente havia concluído o mestrado em Ecologia Marinha na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), se afastou da apresentação da Banda Esquerdantina na madrugada do dia 24 de outubro para ir ao banheiro. Nesse momento, foi cercado por um grupo de pelo menos sete pessoas, que transmitiram o ataque ao vivo nas redes sociais. Apesar de ter sido socorrido, ele teve a morte cerebral confirmada dias depois. O caso chocou a cidade e reacendeu discussões sobre a violência urbana.
O pai de Marcelo, Marcelo Rodrigues da Rocha, destacou a bondade e o caráter do filho, que sempre se mostrou alegre e brincalhão, mesmo em momentos difíceis. “Era uma pessoa pura de coração, não tinha maldade nenhuma”, afirmou ele, relembrando a rotina de Marcelo, que dividia seu tempo entre Santos e São Paulo.
A investigação do caso já identificou oito suspeitos, incluindo seis adolescentes e dois adultos. Um dos adultos, que é apontado como responsável pela transmissão ao vivo do crime, teve sua prisão temporária decretada. A Polícia Civil continua em busca dos demais envolvidos, com mandados de prisão e internação já expedidos. O crime foi qualificado como latrocínio, uma vez que os agressores roubaram pertences de Marcelo durante o ataque.
A manifestação em memória de Marcelo não apenas prestou tributo ao jovem, mas também expressou a indignação da comunidade em relação à crescente violência. Os participantes clamaram por justiça e punições mais severas para os responsáveis, refletindo um sentimento de insegurança que permeia a sociedade. A luta por justiça continua, e a esperança é que a memória de Marcelo inspire mudanças necessárias na segurança pública da região.


