A morte de um recém-nascido em um hospital de Registro, interior de São Paulo, gerou revolta e dor na família do pequeno Anthony, que faleceu logo após o parto. Os pais do bebê, Neon Franco de Arruda e Bruna Gabriely Arruda, estão convencidos de que a demora no atendimento médico contribuiu para a tragédia, levando a família a registrar um boletim de ocorrência sob alegações de negligência. “É um vazio insuportável, a gente volta pra casa sem ele”, lamentou Neon, de 32 anos.
A Secretaria de Segurança Pública do Estado confirmou que o caso foi classificado como homicídio culposo na Delegacia Seccional de Registro. A Associação de Proteção à Maternidade e à Infância de Registro (Apamir), que administra o Hospital São João, declarou que está colaborando com a investigação e se comprometeu com a transparência na apuração dos fatos.
Bruna, de 29 anos, teve uma gestação saudável até o último exame, realizado no início de outubro. Ela chegou ao hospital com 39 semanas de gestação e já apresentando dilatação. Apesar de solicitar uma cesárea devido à intensificação das dores, a equipe médica orientou que aguardasse a chegada da obstetra, que chegou somente às 6h do dia seguinte. Quando a médica finalmente chegou, notou que os batimentos cardíacos do bebê estavam fracos, levando a um procedimento de urgência.
Neon relata que, após o parto, foi retirado da sala e somente uma hora depois recebeu a notícia devastadora de que Anthony não havia sobrevivido. “Falaram que ele nasceu com batimentos, mas não reagiu aos procedimentos”, contou. O pai está convencido de que a demora no atendimento e a falta de uma equipe médica adequada foram fatores decisivos para a tragédia. “Preciso entender o que aconteceu. Estamos destruídos”, desabafou Bruna.
O caso levanta questões sérias sobre a qualidade do atendimento no hospital e a importância de protocolos de emergência, especialmente em situações críticas como o parto. Enquanto a investigação avança, a família clama por respostas e busca justiça em meio a uma dor incomensurável.

