sexta-feira, 16/10/2026

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Diário de Santos

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Sargento é sentenciado a 123 anos de prisão por assassinato da esposa e tentativa de homicídio da filha em clínica

O sargento da Polícia Militar, Samir do Nascimento Rodrigues Carvalho, agora é oficialmente réu por feminicídio e tentativa de homicídio após um julgamento que chocou a cidade de Santos. A condenação, que resultou em…

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O sargento da Polícia Militar, Samir do Nascimento Rodrigues Carvalho, agora é oficialmente réu por feminicídio e tentativa de homicídio após um julgamento que chocou a cidade de Santos. A condenação, que resultou em uma pena de 123 anos e quatro meses de prisão em regime fechado, se deu por conta do brutal assassinato de sua esposa, Amanda Fernandes Carvalho, de 42 anos, e pela tentativa de matar a filha do casal, então com apenas 10 anos.

O crime ocorreu em maio de 2025, dentro de uma clínica médica localizada no bairro Marapé. Samir atacou Amanda com três tiros e 51 facadas, enquanto a filha foi baleada, mas sobreviveu após passar seis dias internada. O caso gerou grande repercussão na região e levantou questões sobre a violência doméstica, especialmente em um tempo em que a sociedade busca mais conscientização sobre o tema.

O julgamento, que se estendeu por dois dias no Fórum de Santos, teve início na quarta-feira (14) e culminou na noite de quinta-feira (15). Durante o processo, foram ouvidas 12 testemunhas, e o réu, ao prestar seu depoimento, alegou não se lembrar do que ocorreu no dia do crime. A defesa, representada pelo advogado João Carlos Campanini, já anunciou a intenção de recorrer da decisão, argumentando que Samir não estava em plenas faculdades mentais no momento do ato.

O Ministério Público de São Paulo destacou que o assassinato de Amanda se deu em um contexto de violência de gênero, utilizando meios cruéis e dificultando a defesa da vítima. Quanto à tentativa de homicídio contra a filha, o MP também apresentou argumentos sobre a dissimulação e o uso de arma de fogo restrita.

Davi Fernandes Costa Carvalho, filho de Amanda, expressou sua indignação em relação ao pai e afirmou que não deseja mais contato com ele, enfatizando a preocupação com o bem-estar da família. “Não quero que se aproxime de mim, dos pequenos, da minha família”, disse em entrevista à TV Tribuna.

O laudo necroscópico revelado após a tragédia confirmou a violência dos ataques, indicando que a maioria das facadas atingiu o lado direito do corpo de Amanda e que os tiros foram disparados a curta distância. A conclusão do médico legista foi de que a morte foi causada por hemorragia interna traumática, resultado dos ferimentos.

Este caso serve como um triste lembrete da luta contra a violência doméstica e o impacto devastador que ela pode ter sobre as famílias. A sociedade de Santos observa atentamente os próximos passos legais e a busca por justiça para Amanda e sua filha.

Crédito da imagem: Foto: Pixabay — Alexas_Fotos (pixabay)