No ambiente de trabalho, os sinais de sofrimento emocional podem se manifestar de diversas maneiras, como a diminuição da participação nas reuniões, o surgimento de dificuldades, o isolamento e até a irritabilidade. Para os líderes de equipes, perceber essas mudanças é fundamental para identificar se algum colaborador precisa de apoio. Contudo, é importante ressaltar que essas alterações não indicam, por si só, um problema de saúde mental. A psicóloga organizacional Wanyer Ferreira, da Perfil Saúde Corporativa, explica que sinais como atrasos frequentes, cansaço visível e baixas na produtividade podem ser indícios de um estado emocional delicado, mas é preciso observar padrões e contextos antes de chegar a conclusões precipitadas.
O primeiro passo para lidar com a situação é abrir um canal de comunicação. Identificar que algo está diferente é só o começo; a verdadeira dificuldade está em como abordar o colaborador. É essencial que essa conversa ocorra em um ambiente privado e sem pressa. Perguntas abertas, como “como você tem se sentido no trabalho?” ou “há algo que eu possa fazer para ajudar?”, podem facilitar um diálogo mais sincero. Durante a conversa, é importante que o gestor escute mais do que fale, evitando minimizar os problemas ou fazer comparações.
Muitas vezes, o estresse e a sobrecarga emocional estão ligados à forma como o trabalho é organizado. Metas inatingíveis, jornadas excessivas e falta de reconhecimento podem levar ao esgotamento. Nesse sentido, o papel da liderança não se limita a ouvir; é fundamental que o gestor atue sobre o que pode ser mudado, ajustando prioridades e promovendo uma comunicação mais eficaz.
A nova norma NR-01, que aborda os riscos psicossociais no trabalho, destaca a importância de considerar tanto o indivíduo quanto as condições laborais na prevenção de problemas de saúde mental. Para que os gestores consigam lidar melhor com esses desafios, é crucial que desenvolvam competências como escuta ativa, empatia e inteligência emocional.
Contudo, essa preparação não deve ser uma ação isolada. As empresas precisam compreender sua própria realidade, através de pesquisas de clima e indicadores de absenteísmo, para identificar as principais fontes de sofrimento e as áreas que necessitam de mais capacitação nas lideranças.
Outro ponto importante é que os próprios gestores também enfrentam pressão e estresse. Eles são responsáveis por atender às expectativas da equipe e da organização, e precisam de suporte para lidar com essa carga. Portanto, a formação das lideranças deve ser acompanhada de uma estrutura de apoio, reconhecendo que cuidar da saúde mental não é uma responsabilidade exclusiva do gestor.
Uma liderança bem preparada é aquela que reconhece mudanças, abre espaço para diálogos respeitosos e age dentro de suas possibilidades, além de saber quando buscar ajuda. Esta abordagem integrada de Saúde e Segurança no Trabalho, defendida pela Perfil Saúde Corporativa, visa criar ambientes mais seguros e saudáveis para todos os colaboradores. Para mais informações, acesse www.perfilsst.com.br ou entre em contato pelos telefones (13) 3223-7772 e (11) 3336-6557.
Crédito da imagem: Perfil Saúde Corporativa


