sábado, 17/10/2026

21° Santos Parcialmente nublado · máx 23° mín 20°

Diário de Santos

21° Santos Parcialmente nublado · máx 23° mín 20°

Influencer é envolvida em polêmica com a máfia italiana após traição ser avaliada em 250 mil euros

A influenciadora Paula Simões está no centro de uma investigação da Polícia Federal que a liga a um esquema de tráfico de drogas operado pela máfia italiana ‘Ndrangheta. Detida em setembro, Paula teria assumido…

Compartilhe:

A influenciadora Paula Simões está no centro de uma investigação da Polícia Federal que a liga a um esquema de tráfico de drogas operado pela máfia italiana ‘Ndrangheta. Detida em setembro, Paula teria assumido a coordenação das atividades da organização no Brasil após a prisão do marido, Patrick Assisi, e do sogro, Nicola Assisi, há cinco anos, em Praia Grande, litoral de São Paulo.

Com um público de quase 30 mil seguidores no Instagram, Paula não só intermediava o contato entre fornecedores sul-americanos e investidores europeus, mas também participava ativamente da movimentação financeira da rede criminosa. Segundo a PF, ela utilizava o codinome ‘Chanel’ em um aplicativo de mensagens criptografadas e foi ameaçada por membros da ‘Ndrangheta devido a um relacionamento extraconjugal com um advogado de Santos, que também é investigado.

Os investigadores alertam que Paula estaria vivendo luxos custeados pelo narcotráfico, acumulando viagens e bens durante os últimos quatro anos. A cabeça dela teria um preço estipulado em € 250 mil (cerca de R$ 1,4 milhão), dado o seu envolvimento com o tráfico internacional de drogas.

A investigação revelou ainda um esquema ilícito de movimentação de dinheiro, onde Paula e o doleiro Tharek Mourad Mourad, preso em 2025, teriam movimentado mais de US$ 6 milhões entre 2020 e 2021. A PF destacou que o dinheiro era usado tanto para a compra de drogas quanto para despesas pessoais da influenciadora.

Além disso, Paula já foi condenada por lavagem de dinheiro na aquisição de dois apartamentos em São Paulo, comprados com recursos provenientes do tráfico do marido. A Justiça Federal apurou que as transações foram feitas em nome dela para encobrir a verdadeira origem do dinheiro.

A defesa de Paula nega todas as acusações e afirma que nenhuma droga foi encontrada com ela, contestando as inferências da PF sobre a continuidade das atividades criminosas após a prisão dos Assisi. O advogado de Patrick Cardoso, por sua vez, defende que ele sempre atuou dentro da legalidade ao longo de sua carreira.