A Prefeitura de Itanhaém está prestes a dar um passo importante na preservação de um dos pontos mais emblemáticos da cidade. Um convênio no valor de R$ 1,6 milhão foi firmado para investigar o assoreamento da foz do Rio Itanhaém, conhecida como Boca da Barra. Essa iniciativa visa não apenas resolver um problema que afeta a navegação e a pesca local, mas também promover o turismo náutico, vital para a economia da região.
Mas, afinal, o que é assoreamento? Esse fenômeno ocorre quando sedimentos, como terra e areia, se acumulam nos leitos dos rios e nas margens, comprometendo a qualidade da água e a fluidez do curso d’água. A administração municipal ressalta que a pesquisa será baseada em estudos anteriores realizados pelo Laboratório de Hidráulica da USP, que já analisou a região entre 1991 e 2003.
Com 35 anos de diferença, as novas investigações vão utilizar tecnologias modernas e modelagem computacional para entender melhor como fatores como ondas, marés e correntes contribuem para o assoreamento. O intuito é que essas simulações ajudem a identificar soluções eficazes e seus impactos na foz e no ambiente costeiro.
O próximo passo, após a assinatura do convênio, será escolher uma instituição de ensino ou pesquisa responsável por conduzir os estudos. Caso sejam encontradas alternativas viáveis, a instituição desenvolverá um projeto que permitirá à prefeitura buscar os recursos necessários para implementação.
Desse total investido de R$ 1.686.926,58, R$ 1.498.226,82 virão do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FEHIDRO), enquanto a contrapartida da prefeitura será de R$ 188.699,76, com a disponibilização de mão de obra técnica ao longo de 24 meses. Essa parceria promete trazer um novo olhar sobre a Boca da Barra, garantindo um futuro mais sustentável para a região.


