A cidade de Ribeira, no interior de São Paulo, está em luto após a morte da vice-prefeita e ex-secretária de Saúde, Juliana Maria Teixeira da Costa, que faleceu em um acidente de carro no mês passado. Sua partida ocorre em um momento delicado, já que ela era ré da Justiça em um caso de improbidade administrativa que envolvia a contratação irregular de uma servidora pública.
O Ministério Público de Apiaí apontou que Juliana, ao lado do prefeito Ari do Carmo (PSD), é acusada de ter contratado uma jovem de apenas 17 anos, que seria filha de um ex-secretário municipal, sem que ela tivesse a qualificação necessária para o cargo. A denúncia sugere que a jovem atuava como auxiliar de informática a pedido do pai e recebia R$ 30 mil dos cofres públicos, o que levantou suspeitas sobre o uso indevido de verbas públicas.
Recentemente, a Justiça decidiu que o processo seguiria para a fase de produção de provas, o que incluiria a coleta de depoimentos e a apresentação de documentos. No entanto, a defesa de Juliana notificou a Justiça sobre sua morte e solicitou a suspensão do processo em relação a ela, além de pedir a extinção de parte dos pedidos que ainda não tinham sido avaliados.
O caso ganhou novos contornos quando se soube que, pouco antes de falecer, Juliana havia expressado interesse em ser interrogada sobre as acusações. Com a nova situação, a defesa apresentou embargos de declaração, alegando omissões e contradições no processo. A juíza, além de autorizar o interrogatório de Juliana e do prefeito, também determinou que fossem apresentados documentos sobre as contratações e informações sobre um possível acordo de não persecução cível.
Ainda não há uma decisão sobre os embargos apresentados, e o processo deve retornar à Justiça para que a audiência de instrução e julgamento seja marcada, onde serão colhidos os depoimentos necessários. O caso é um reflexo das complexidades e desafios enfrentados na administração pública local, deixando a comunidade atenta aos desdobramentos que ainda estão por vir.


