Um acidente trágico em Guarujá, no litoral paulista, resultou na morte da nutricionista Daniella Ferraz Rooth, de apenas 25 anos. O incidente ocorreu na manhã do dia 19 de julho, quando Daniella e seus amigos voltavam de uma festa em Santos. O veículo, conduzido pelo empresário Murilo Abite, colidiu violentamente contra um poste, levando à morte da jovem e deixando outros feridos.
As investigações, conduzidas pela Polícia Técnico-Científica, não conseguiram determinar com precisão a velocidade do carro ou as causas exatas da colisão. O laudo pericial indicou que o local já havia sido modificado antes da realização dos exames, dificultando a análise. Apesar de a fase final do acidente ter sido registrada, a falta de marcas de frenagem e a remoção dos destroços prejudicaram a possível reconstrução da dinâmica do acidente.
De acordo com relatos, Murilo, que não se apresentou ao bafômetro no local, foi preso em flagrante e teve sua embriaguez confirmada por exames. Ele alegou que tinha consumido apenas algumas cervejas e que esperou o tempo necessário para dirigir. No entanto, ao se aproximar da casa de Daniella, ele disse ter perdido o controle do veículo ao passar por um buraco. O laudo médico apontou que a causa da morte de Daniella foi um traumatismo cranioencefálico severo.
Após a audiência de custódia, Murilo foi liberado mediante o pagamento de fiança, mas terá que cumprir uma série de medidas cautelares, como comparecer mensalmente ao juiz e não deixar a comarca sem autorização. O Ministério Público já apresentou denúncia contra ele, responsabilizando-o por homicídio culposo e lesão corporal, e pede uma indenização de R$ 100 mil para os herdeiros de Daniella.
O caso gerou comoção na região, trazendo à tona discussões sobre a segurança no trânsito e a responsabilidade dos motoristas. A comunidade está de luto pela perda de uma jovem promissora que teve sua vida interrompida de maneira tão abrupta.


