A recente tragédia que envolveu a vice-prefeita de Ribeira (SP), Juliana Maria Teixeira da Costa, que faleceu em um acidente de carro, traz à tona questões delicadas sobre a gestão de recursos públicos na cidade. O Ministério Público de São Paulo (MP) agora busca responsabilizar os herdeiros de Juliana por um possível ressarcimento de R$ 30 mil aos cofres municipais.
Juliana, que também foi secretária de Saúde, juntamente com o prefeito Ari do Carmo (PSD), enfrenta um processo por improbidade administrativa. O MP alega que ela teria mantido um contrato irregular com uma jovem de 17 anos, que seria filha de um ex-secretário municipal e que, segundo depoimentos, não tinha a qualificação necessária para a função que ocupava.
Após o falecimento de Juliana, a defesa tentou suspender o processo, argumentando que os atos não deveriam afetar o espólio ou os herdeiros até que a situação fosse regularizada. Além disso, afirmaram que um acordo já havia sido feito anteriormente para cobrir os prejuízos, o que deveria isentar os herdeiros de responsabilidades adicionais.
No entanto, o MP contesta essa afirmação, ressaltando que o suposto acordo não garante que todos os valores tenham sido quitados. O promotor Renato Chinali Canarim requisitou que o processo continue, mas com a suspensão das ações contra Juliana, permitindo que a responsabilidade recaia sobre seus herdeiros.
A justiça agora se depara com a tarefa de decidir sobre os embargos de declaração apresentados pela defesa e analisar como proceder em relação aos demais envolvidos no caso, incluindo o prefeito Ari do Carmo. A situação continua a gerar repercussões na comunidade, que aguarda ansiosamente por um desfecho justo.


