sexta-feira, 23/10/2026

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Diário de Santos

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Prefeito de Pariquera-Açu é alvo de denúncia ao MP por alegações de transfobia contra Erika Hilton

O clima em Pariquera-Açu (SP) esquentou após o prefeito Wagner Bento da Costa (PL) ser alvo de uma denúncia por suposta transfobia. A polêmica gira em torno de uma publicação em que ele teria…

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O clima em Pariquera-Açu (SP) esquentou após o prefeito Wagner Bento da Costa (PL) ser alvo de uma denúncia por suposta transfobia. A polêmica gira em torno de uma publicação em que ele teria utilizado o “nome morto” da deputada federal Erika Hilton (PSOL), uma atitude que é considerada um atentado contra a dignidade da parlamentar e um desrespeito à sua identidade de gênero.

A denúncia foi protocolada no Ministério Público de São Paulo por Augusto Tognetti Melo Lima Araujo, um estudante e ativista político. Ele ficou indignado com a forma como um representante do povo se posicionou em relação a questões que afetam a comunidade LGBTQIAPN+. O caso veio à tona após Wagner repostar um vídeo da deputada onde ela discutia temas sensíveis para a população, utilizando o nome anterior de Erika ao fazer um pedido para que ela se acalmasse.

A promotoria de Justiça de Pariquera-Açu confirmou que recebeu a denúncia e já encaminhou o caso para a delegacia local, onde as investigações serão iniciadas. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo também se manifestou, informando que o material recebido será direcionado à Delegacia Seccional de Jacupiranga para as devidas providências.

No vídeo em questão, Erika Hilton, que se destacou como a mulher mais votada para a Câmara dos Deputados, abordou a questão da inclusão de “mulheres, meninas e pessoas que gestam” em uma discussão sobre a recente votação de uma moção de apoio ao Conselho Federal de Medicina. Durante sua fala, ela defendeu a diversidade de identidades que podem engravidar, uma posição que gerou reações, inclusive de um interlocutor que tentou impor sua visão sobre o tema.

O uso do “nome morto” de uma pessoa trans é notoriamente visto como um ato de transfobia e uma violação de direitos. A repercussão da ação do prefeito pode trazer à tona um debate necessário sobre respeito e inclusão, especialmente em uma cidade como Pariquera-Açu, onde a diversidade deve ser celebrada e respeitada.