A tragédia que abalou o bairro Vila Mathias em Santos, SP, ocorreu em setembro, quando Bruno Reis dos Santos, de 27 anos, perdeu a vida em seu primeiro dia de trabalho. Ele desmaiou dentro de uma caixa d’água subterrânea durante uma obra, e outros dois operários que tentaram socorrê-lo também passaram mal. O caso gerou uma série de desdobramentos, incluindo uma multa de R$ 8,6 mil aplicada pela Prefeitura de Santos ao proprietário do imóvel por irregularidades nas condições de segurança.
A administração municipal agiu rapidamente após o acidente, multando o dono do imóvel e exigindo a correção das falhas de segurança. Para garantir a execução dos reparos, a empresa responsável pela obra, De.sign, contratou dois engenheiros de segurança. Em novas fiscalizações, a prefeitura não encontrou outras irregularidades até o momento, segundo informações atualizadas.
Nádia Cardoso da Silva, esposa de Bruno, relembra com tristeza o entusiasmo do marido ao iniciar seu novo emprego. “Ele estava tão feliz, era o primeiro dia dele”, contou em entrevista, refletindo sobre a dor da perda. A situação se agrava com a investigação da Polícia Civil, que busca entender se Bruno inalou algum produto químico no local do acidente. Os laudos que podem esclarecer essa questão ainda estão pendentes.
As versões sobre o que aconteceu no momento do acidente divergem. O mestre de obras declarou que Bruno e um colega deveriam ter recebido orientações de segurança antes de entrar na caixa-d’água. Ele alegou que a dupla entrou sem autorização, mas o colega da vítima contradisse essa afirmação, dizendo que o próprio mestre havia indicado que eles realizassem a limpeza. Além disso, ele afirmou que não receberam equipamentos de proteção adequados.
O boletim de ocorrência revela que as caixas d’água estavam lacradas, supostamente para evitar quedas e a acumulação de gases. O técnico de segurança afirmou que qualquer trabalho nelas deveria ser previamente autorizado, e que Bruno e o outro trabalhador haviam iniciado suas atividades sem a devida formalização de contratação. A angústia da família de Bruno se soma à necessidade urgente de respostas sobre as circunstâncias que levaram a essa fatalidade trágica.



