Uma cena chocante foi registrada no Cemitério Municipal da Igualdade, em Mongaguá, litoral de São Paulo. Ossadas humanas foram encontradas expostas em uma estrutura de concreto, o que gerou indignação entre os moradores da cidade. As imagens, que rapidamente circularam nas redes sociais, mostram os restos mortais abandonados em sacos plásticos azuis, revelando um descaso com a situação.
O local, que possui cerca de seis metros de altura e é fechado por uma grade, é destinado ao armazenamento de ossadas provenientes de exumações administrativas, segundo a Prefeitura de Mongaguá. Essas exumações ocorrem quando os prazos legais para a retirada dos restos mortais pelos familiares se esgotam. O jornalista e produtor de conteúdo Guilherme Alves dos Anjos, que registrou a situação com seu drone, descreveu a cena como um “descaso com os familiares”, lembrando que ele encontrou restos mortais ainda com cabelo enquanto inspecionava o local.
A Prefeitura, em resposta à polêmica, informou que os ossos armazenados não apresentam risco sanitário, uma vez que a maioria dos microrganismos que causam doenças não conseguem sobreviver em tal condição. Contudo, a administração municipal reconheceu que a situação reflete um “problema crônico de falta de espaço” que perdura há anos no cemitério. Para resolver essa questão, a prefeitura anunciou que já está tomando medidas, como a desapropriação de áreas vizinhas e a criação de um crematório na cidade.
Enquanto isso, os moradores de Mongaguá seguem preocupados com a forma como a administração local lida com os restos mortais, clamando por mais respeito e dignidade para aqueles que partiram. A situação no Cemitério da Igualdade levanta questões importantes sobre a gestão dos cemitérios na região e a necessidade de uma solução definitiva para a preservação da memória dos entes queridos.
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