terça-feira, 20/10/2026

20° Santos Garoa leve · máx 23° mín 19°

Diário de Santos

20° Santos Garoa leve · máx 23° mín 19°

Homem é detido em SP por enviar pedidos de delivery e transferências de R$ 0,01 como forma de ameaçar mulher

Um caso alarmante de descumprimento de medida protetiva em Santos, litoral de São Paulo, levou à prisão de um jovem de 26 anos. O homem, que teve um relacionamento casual com a vítima, utilizou…

Compartilhe:

Um caso alarmante de descumprimento de medida protetiva em Santos, litoral de São Paulo, levou à prisão de um jovem de 26 anos. O homem, que teve um relacionamento casual com a vítima, utilizou um método inusitado de ameaças: transferências via Pix de apenas R$ 0,01. Além disso, ele bombardeou a mulher com cerca de 30 pedidos de delivery em um único dia, demonstrando um comportamento obsessivo e agressivo.

Após o término do relacionamento, a situação se agravou, levando a vítima a registrar queixas na polícia e a solicitar medidas protetivas que o impediam de se aproximar e contatá-la. A identidade do acusado permanece em sigilo, e até o momento, a defesa não foi encontrada.

A delegada Mayla Hadid, da Delegacia de Defesa da Mulher de Santos, destacou que, apesar do primeiro pedido de prisão ter sido negado, a vítima retornou à DDM relatando que as ameaças estavam aumentando. Ela revelou ter recebido múltiplas entregas de comida, causando transtornos e receios. Para piorar a situação, o homem divulgou o telefone da mulher em um grupo desconhecido e fez ameaças explícitas de ir até sua casa para “fazer barraco”.

Em resposta às novas informações, um segundo pedido de prisão preventiva foi solicitado e aceito pela Vara de Violência Doméstica e Familiar. Na manhã desta segunda-feira (19), a polícia conseguiu prender o suspeito em uma república na Bela Vista, em São Paulo. Ele deve passar por audiência de custódia nesta terça-feira (20).

Durante o depoimento, o homem admitiu que descumpriu a ordem judicial e alegou que a vítima esteve com ele após a proibição. No entanto, a delegada esclareceu que essa alegação ainda não foi verificada e que, mesmo se a vítima consentiu, isso não anula a decisão da Justiça.