terça-feira, 03/11/2026

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Diário de Santos

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Nadador é atingido por barco no litoral paulista e sofre fratura exposta na perna

Um grave acidente no Canal de Bertioga, no litoral paulista, deixou o nadador Vinícius Gomes de Castro, de 48 anos, em estado delicado. Ele foi atropelado por um barco enquanto treinava na água e…

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Um grave acidente no Canal de Bertioga, no litoral paulista, deixou o nadador Vinícius Gomes de Castro, de 48 anos, em estado delicado. Ele foi atropelado por um barco enquanto treinava na água e sofreu uma fratura exposta na perna. O incidente ocorreu no último domingo (1º), quando Vinícius percebeu que a embarcação se aproximava rapidamente, mas não conseguiu evitar a colisão com a hélice.

Em entrevista ao g1, o atleta contou como o acidente se desenrolou. “O barco estava a 50 metros de distância e parecia um míssil, vinha muito preciso. Eu sabia que a hélice era o pior. Tentei me proteger, me fechei em forma de bola, mas a perna não desceu a tempo. Esperei o impacto”, relatou, evidenciando o momento de desespero que viveu.

Após o atropelamento, Vinícius foi resgatado pelo Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) e levado inicialmente ao Hospital de Bertioga, sendo transferido logo em seguida para o Hospital Santo Amaro, onde passou por uma cirurgia. Apesar da gravidade dos ferimentos, o nadador se encontra em estado estável.

Em seu relato, ele ainda descreveu a sensação de ter o casco do barco passando por ele antes de ser atingido pela hélice. “Senti a pancada. Não era uma situação que ameaçava minha vida, mas a preocupação com a perna era constante”, afirmou. O condutor da embarcação retornou após o acidente e prestou ajuda, enquanto um médico que estava em uma moto aquática foi o primeiro a atender Vinícius, aplicando um torniquete para estancar o sangramento.

Vinícius, que nada desde a infância, expressou sua preocupação em alertar outros nadadores sobre os riscos do local. Ele destacou que, mesmo frequentando o canal por anos, nunca soube que era proibido nadar ali. “Quero avisar aos nadadores: é proibido nadar naquele lugar. Se alguém me tivesse dito com mais ênfase, eu teria sido mais cauteloso”, lamentou.

Ele também mencionou como a proximidade de embarcações costuma ser alertada pelo som das hélices, mas, nesse caso, não teve tempo hábil para reagir. O GBMar, em comunicado, reforçou a necessidade de os condutores de embarcações manterem uma distância segura de nadadores e respeitarem as normas de navegação, a fim de evitar tragédias e preservar vidas.

Crédito da imagem: Duas pessoas morrem afogadas em praias da Baixada Santista